A Venezuela espera recuperar "parte" do Aeroporto Simón Bolívar de Maiquetía, o principal aeroporto que serve Caracas, durante o primeiro semestre de 2027. O anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes, Francisco Garcês, numa entrevista à emissora estatal Venezolana de Televisión, no dia 9 de setembro. Os danos estruturais foram causados por um duplo terramoto que ocorreu no passado dia 24 de junho.
O governante explicou que são necessárias "obras muito importantes" que vão demorar vários meses, pelo que o aeroporto "ainda este ano não estará em serviço, nem mesmo parcialmente". Uma das pistas do aeroporto, situado na região devastada de La Guaira, a norte de Caracas, foi "gravemente afetada", já que "foi por ali que passou a falha sísmica", mas foi possível recuperá-la na totalidade e está a funcionar adequadamente.
O aeroporto de Maiquetía retomou as operações no dia 1 de setembro com terminais temporários, que permitiram restabelecer 49% das operações nacionais e 46% das internacionais. Dezoito companhias aéreas estão a operar nos terminais temporários, incluindo 11 internacionais, como a Air Europa, Iberia, Plus Ultra, American Airlines, Copa Airlines, Avianca e LATAM Colômbia. A TAP continua a operar para o Aeroporto de Valencia, com escala em Pointe-à-Pitre, em Guadalupe. Os terminais temporários têm capacidade para 2.168 pessoas.
Francisco Garcês garantiu que o aeroporto ficará "muito melhor" após as obras, com reforço da conectividade internacional, em resposta ao "interesse por parte de várias companhias aéreas" estrangeiras em operar no país. A meta é atingir 60% das operações ainda este ano.




