Cidadãos de Coimbra sentem-se inseguros em locais como a Baixa, a Praça da República e as Escadas Monumentais, segundo um artigo de opinião da vereadora independente Maria Lencastre Portugal. A cidade, que é maioritariamente universitária e cheia de jovens, deveria estar viva também durante a noite, mas muitos estudantes, famílias, comerciantes e visitantes convivem com uma sensação de insegurança que não pode ser ignorada. A vereadora destaca que uma cidade começa a perder qualidade de vida quando os seus cidadãos começam a evitar determinados lugares por medo.
O artigo menciona que, no espaço de menos de um mês, dois cidadãos foram esfaqueados durante a noite de Coimbra no meio de uma multidão de jovens. Este facto serve como exemplo da urgência da situação e da necessidade de reforço da segurança na cidade.
A vereadora exige a criação de uma segunda Equipa de Intervenção Rápida da PSP com os mesmos agentes, um pedido que tem sido solicitado há muito tempo, mas que ainda não foi implementado. O texto critica que, durante demasiado tempo, as autoridades se limitaram a dizer que era necessário, depois que estava a ser ponderado, e depois que seria uma prioridade, sem nunca concretizarem qualquer ação.
Maria Lencastre Portugal reconhece que a Câmara Municipal não deve substituir as forças de segurança, mas afirma que tem responsabilidade política pela qualidade de vida da população e capacidade para pressionar o Governo, articular com as forças de segurança e exigir mais meios. O artigo termina com apelos repetidos a mais capacidade de resposta, a um reforço efetivo da presença policial e a uma estratégia de prevenção que devolva confiança aos cidadãos, deixando a pergunta: "Para quando, Coimbra?"




