“Não à fraude”: Alentejo exige mais controlo na entrada de vinho espanhol em PortugalFoto de PaisJoana no Pexels
NegóciosÉvora

“Não à fraude”: Alentejo exige mais controlo na entrada de vinho espanhol em Portugal

Rádio Campanário10 de setembro de 2026 às 14:08

Cerca de 30 viticultores e vitivinicultores do Alentejo concentraram-se hoje em Évora, na Praça do Giraldo, para protestar contra a entrada ilegal de vinho espanhol em Portugal, que dizem ser posteriormente vendido como vinho português. Os produtores colocaram uma faixa com a inscrição "Não à fraude. Vinho espanhol não é português" e depositaram uvas e baldes com uvas na calçada.

António Cláudio, viticultor de Vendas Novas, adiantou que a estimativa de 100 milhões de litros de vinho ilegal que entra anualmente em Portugal é do presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, salientando que desde 2019 são mais de 700 milhões de litros, valor que iguala a produção de todo o Alentejo numa vindima. Luís Louro, vitivinicultor em Estremoz, reforçou que esta situação está a desvalorizar e a levar ao abandono da viticultura portuguesa.

Os produtores alertaram que atualmente recebem apenas 32 cêntimos por quilo de uva, sendo que o vinho barato que entra de Espanha é o que marca o preço da uva em Portugal. Luís Louro explicou que o vinho ilegal entra sem denominação de origem e é vendido como vinho de mesa português, propondo que as comissões vitivinícolas regionais passem a ter capacidade de fiscalização dentro das suas regiões.

A Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo e a Associação de Vinhos e Espirituosas do Alentejo manifestaram solidariedade para com os viticultores do Douro e reivindicaram o reforço do controlo dos vinhos importados. Também a CONFAGRI alertou para a crise no setor, exigindo apoios para os produtores nacionais que enfrentam concorrência de preços com os quais Portugal não consegue competir.

Notícias relacionadas

Negócios

Rock in Rio. Turismo Portugal lança oito discos com sons do país

O criador do Rock in Rio desafia os governos de Portugal e do Brasil a investirem conjuntamente no mercado dos festivais, defendendo que estes eventos são motores económicos e não apenas entretenimento. A notícia surge na sequência do lançamento pelo Turismo Portugal de oito discos com sons do país, numa iniciativa que promove a música portuguesa e o turismo.

RTP Notícias10/09/26, 14:50
Negócios

"Não é apenas festa, é um negócio económico". Criador do Rock in Rio pede aos governos de Portugal e do Brasil aliança no investimento em grandes eventos

Roberto Medina, fundador do Rock in Rio, defendeu em entrevista à RTP que Portugal e Brasil devem estabelecer uma estratégia política coordenada para investir em grandes eventos como motor de turismo e desenvolvimento económico, salientando que "não é apenas festa, é um negócio económico". O criador elogiou a nova casa lisboeta do evento no Parque Tejo e lembrou que o Rock in Rio nasceu em 1985 como celebração da redemocratização do Brasil, tornando-se um fenómeno cultural e económico de referência internacional.

RTP Notícias10/09/26, 14:50
Negócios

Noesis expande operação no Brasil com novo escritório em São Paulo

A consultora tecnológica internacional Noesis inaugurou um novo escritório em São Paulo no dia 9 de setembro, reforçando a sua presença no mercado brasileiro e juntando-se ao escritório já existente no Rio de Janeiro. Com presença no Brasil desde 1999 e 115 colaboradores locais, a empresa posiciona o país como um Centro de Competências e hub de talento global, prestando suporte a projetos internacionais. O novo espaço visa aumentar a proximidade com o tecido empresarial paulista e permitir o crescimento da equipa, que já conta com mais de 100 profissionais na região. A operação brasileira foca-se em áreas como Qualidade e Automação, Desenvolvimento de Software, Data Analytics e Inteligência Artificial, e a empresa prevê continuar a investir no recrutamento e formação de profissionais brasileiros.

Jornal Económico10/09/26, 14:40
Negócios

Banco Central Europeu prevê inflação de 3% e crescimento económico de quase 1% para este ano

O Banco Central Europeu prevê uma inflação de 3% e um crescimento económico de quase 1% para o corrente ano. A instituição decidiu aumentar a taxa de juros como medida para combater o aumento de preços resultante da crise no Médio Oriente, numa tentativa de estabilizar a economia europeia face às tensões geopolíticas.

CNN Portugal10/09/26, 14:40