As taxas Euribor subiram esta quinta-feira, 10 de setembro, a três e a seis meses, com a taxa a seis meses a atingir um novo máximo desde novembro de 2024, fixada em 2,806%. A taxa a três meses avançou para 2,643% e a 12 meses manteve-se em 3,138%, valor que representa um máximo desde agosto de 2024. A Euribor a seis meses passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, representando 39,87% do stock de empréstimos para habitação própria permanente, segundo dados do Banco de Portugal relativos a julho.
O Banco Central Europeu deverá anunciar hoje um novo aumento das taxas diretoras de 25 pontos base para o limite superior da zona neutra. Em junho, o BCE tinha subido as taxas pela primeira vez desde setembro de 2023, depois de as manter em abril pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
Em agosto, a média mensal da Euribor subiu novamente a três, seis e 12 meses, com maior intensidade do que em julho e mais acentuadamente no prazo mais longo. A média a três meses subiu 0,088 pontos para 2,513%, a seis meses avançou 0,066 pontos para 2,713%, e a 12 meses aumentou 0,099 pontos para 2,954%. As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.




