O mês em que uma criança nasce pode influenciar a forma como é vista e tratada na escola. Na mesma sala, perante as mesmas regras e as mesmas exigências, há crianças que podem ter quase um ano de diferença de idade. Este fenómeno, conhecido como efeito da idade relativa, coloca os alunos mais novos da turma em desvantagem em relação aos colegas mais velhos.
Aos seis anos, quando as crianças entram no primeiro ciclo, esta diferença pode ter impacto significativo no seu desempenho académico e na perceção que professores e colegas têm delas. As crianças nascidas mais tarde no ano tendem a ser vistas como menos maduras ou capazes, mesmo quando essa perceção não corresponde à realidade.
Esta questão levanta preocupações sobre os riscos associados a esta disparidade, incluindo possível impacto na autoestima, motivação e trajetórias académicas das crianças mais jovens da turma. O artigo sugere que o sistema escolar, tal como está estruturado, pode não estar a considerar adequadamente estas diferenças de desenvolvimento.




