Cento e vinte e dois eurodeputados de diferentes partidos políticos subscreveram uma carta em que defendem a utilização dos ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia. Os signatários pedem a reabertura deste debate, que tem sido considerado polémico na União Europeia.
A iniciativa surge num momento em que a Ucrânia enfrenta dificuldades orçamentais significativas. O país tem visto os seus recursos financeiros diminuírem, o que tem criado pressão sobre os seus aliados ocidentais para encontrarem formas adicionais de financiamento.
Os ativos russos imobilizados na sequência das sanções impostas à Rússia após a invasão da Ucrânia representam uma quantia substancial. A questão de saber se estes fundos devem ser utilizados para ajudar a Ucrânia tem sido objeto de discussão entre os estados-membros da União Europeia, com posições divergentes sobre a legalidade e a oportunidade de tal medida.
Entre os eurodeputados signatários encontram-se representantes de todo o espectro político europeu, o que demonstra um apoio transversal à proposta. A carta reforça o apelo para que a União Europeia tome uma decisão sobre a utilização destes ativos congelados, numa altura em que a necessidade de apoio financeiro à Ucrânia se torna cada vez mais urgente.




