Desde a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, catorze ministros da Defesa de países membros da NATO perderam os seus cargos. Esta vaga de demissões e exonerações representa uma taxa de rotatividade sem precedentes no bloco militar ocidental.
As causas das quedas são variadas e incluem as exigências crescentes de aumento do investimento militar, escândalos pessoais e tensões políticas internas. Vários países têm lutado para cumprir a meta de 2% do PIB destinada à Defesa, imposta pela NATO, o que tem gerado pressão sobre os responsáveis pelo setor.
A situação reflete as dificuldades políticas que muitos governos enfrentam ao tentar conciliar os compromissos de defesa com as prioridades orçamentais e a opinião pública. O contexto de guerra na Europa Oriental transformou a pasta da Defesa numa das mais complexas e instáveis dentro dos executivos nacionais.
Este fenómeno de "devoração" de ministros da Defesa surge num momento em que a NATO reforça a sua postura defensiva e pede aos aliados um esforço suplementar para garantir a segurança coletiva face à ameaça russa.



