O antigo primeiro-ministro José Sócrates regressou esta quinta-feira ao Tribunal Central Criminal no Campus da Justiça, em Lisboa, sem advogado. O julgamento decorre no âmbito do processo Marques, cerca de um ano depois da última comparência. Sócrates afirmou aos jornalistas que está sem representação legal desde o dia 4 de novembro de 2025, quando o seu advogado decidiu renunciar ao mandato.
Segundo explicou, não foi consultado sobre a decisão do advogado, respeitando apenas a escolha do causídico. O antigo governante revelou já ter nomeado Filipe Batista como novo advogado, mas a juíza recusou dar-lhe tempo para preparar a defesa. Sócrates criticou duramente a magistrada, dizendo que esta "não quer dar tempo nenhum a ninguém".
Sócrates manifestou ainda indignação pelo facto de enfrentar há 12 anos o que considera ser "uma acusação falsa de corrupção", salientando que esse assunto já não é mencionado como se tivesse importância. O processo da Operação Marquês teve o inquérito aberto em 2013, com a acusação deduzida em outubro de 2017.
O julgamento do antigo primeiro ministre e de outros 20 arguidos por crimes económico-financeiros, incluindo corrupção, começou em 3 de julho de 2025, faltando ainda ouvir dezenas de testemunhas.




