Setembro é um teste à tesouraria das empresas: impostos e contribuições concentram-se num só mêsFoto de analogicus no Pexels
Negócios

Setembro é um teste à tesouraria das empresas: impostos e contribuições concentram-se num só mês

Jornal Económico10 de setembro de 2026 às 10:22

Setembro representa um dos períodos mais exigentes do calendário fiscal para as empresas portuguesas, concentrando num único mês múltiplas obrigações como IVA, IRC, retenções na fonte e contribuições para a Segurança Social. Esta concentração cria uma pressão significativa sobre a tesouraria das empresas, que necessitam de reservar uma parcela relevante da sua liquidez num curto espaço de tempo. O impacto é particularmente relevante para as pequenas e médias empresas, cuja gestão financeira é frequentemente condicionada por prazos de recebimento de clientes, custos salariais e compromissos já assumidos.

A principal razão para esta pressão prende-se com o calendário do IVA. O Código do IVA determina que as declarações periódicas relativas a junho, no regime mensal, e ao segundo trimestre, no regime trimestral, sejam entregues em setembro. A isto junta-se a declaração de IVA relativa a julho para as empresas no regime mensal, podendo uma empresa ter de assegurar duas declarações mensais ou uma trimestral no mesmo mês. O pagamento do imposto apurado tem prazo até 25 de setembro, e em 2026 o prazo de entrega passa para 21 de setembro, uma vez que o dia 20 calha num domingo.

Quando a pressão do IVA começa a aliviar, surge o segundo pagamento por conta de IRC, com vencimento a 30 de setembro. As empresas sujeitas a IRC realizam normalmente três pagamentos por conta ao longo do ano, sendo setembro o momento da segunda prestação. O impacto acumulado pode ser significativo para empresas que tenham de suportar simultaneamente IVA, IRC, Segurança Social, salários e retenções na fonte, todas com prazos muito próximos.

O artigo alerta que o incumprimento pode gerar juros de mora e coimas, aumentando o custo de falhas que poderiam ser evitadas com planeamento adequado. A recomendação principal passa por projetar antecipadamente todas as saídas de caixa, identificando eventuais necessidades de liquidez e ajustando o calendário de pagamentos, gestão de stocks, investimentos ou cobrança de clientes. Para uma PME, alguns dias de antecedência podem fazer uma diferença considerável na tesouraria.

Notícias relacionadas

Negócios

Daimler Truck vai encerrar o centro tecnológico tb.lx em Lisboa e despedir cerca de 100 pessoas

A Daimler Truck vai encerrar o centro tecnológico tb.lx em Lisboa e despedir cerca de 100 pessoas até março de 2027, oito anos depois de ter estabelecido operações em Portugal. A subsidiária tecnológica da fabricante alemã de camiões, que em 2024 tinha mudado para um novo escritório na zona de Baixa-Chiado e continuava a contratar, anunciou agora o fecho das portas, numa decisão que representa um retrocesso significativo na presença tecnológica da empresa no país.

SAPO Tek10/09/26, 11:05
Negócios

Banco Central Europeu sobe juros diretores na zona euro

O Banco Central Europeu subiu os juros diretores na zona euro, numa decisão que reflete as preocupações com a inflação na região. É esperado que a presidente da autoridade monetária deixe as opções em aberto para futuras decisões, enfatizando que o conselho permanece dependente da evolução dos dados económicos antes de tomar novas medidas.

Now10/09/26, 10:56
Negócios

Poupanças paradas custam às famílias portuguesas centenas de euros por ano, diz Revolut

Um estudo da Revolut revela que as famílias portuguesas mantêm 89,1 mil milhões de euros em depósitos à ordem, perdendo anualmente cerca de 706 euros por cada 10.000 euros em potencial de rendimento ao não investirem em mercados diversificados. A instituição alerta que, com taxas de depósitos a um ano em torno de 2% e inflação de 2,2%, o dinheiro parado perde poder de compra real, e que a mobilização dessa poupança para investimentos poderia gerar 6,3 mil milhões de euros de capital de crescimento anual. O estudo, que ouviu 1.000 adultos em Portugal, identifica a inércia, a falta de literacia financeira e a fragmentação de serviços financeiros como principais barreiras ao investimento, com 44% dos inquiridos incapazes de avaliar corretamente a relação entre remuneração e inflação. A Comissão Europeia, representada por Maria Luís Albuquerque, tem defendedo que deixar dinheiro no banco dá prejuízo, ecoando as conclusões do Índice de Erosão da Riqueza Europeia.

Jornal Económico10/09/26, 10:49
O que significa a nova descida do IRS em novembro? Maioria dos contribuintes pode ter alívio de até 120 euros
Negócios

O que significa a nova descida do IRS em novembro? Maioria dos contribuintes pode ter alívio de até 120 euros

O Governo português anunciou uma nova descida do IRS que poderá traduzir-se num alívio fiscal de 60 a 120 euros para a maioria dos contribuintes em novembro. O desconto máximo poderá atingir os 240 euros, representando um benefício significativo no bolso dos contribuintes portugueses.

SAPO Notícias10/09/26, 10:48