Um vídeo gravado acidentalmente mostra agentes da polícia municipal de Carcassona, no sul de França, a fazer comentários racistas, homofóbicos e sexistas durante o serviço. A gravação, revelada pelo jornal Midi Libre, é um excerto de cinco minutos de uma gravação involuntária de cerca de seis horas feita em novembro de 2025. O vídeo mostra uma equipa de quatro agentes, cujo chefe de patrulha é filiado no partido de Marine Le Pen, a Rassemblement National, e é autor da maioria dos comentários de ódio.
As imagens revelam que os agentes utilizavam termos depreciativos como "moritos", comparavam migrantes a animais e falavam em "pôr Macron e todos os maricas na berlinda". Usavam também insultos sexistas contra mulheres e apoiavam teorias conspirativas, como a de que a primeira-dama, Brigitte Macron, seria uma pessoa trans. O Ministério Público abriu uma investigação sobre a gravação.
O partido Rassemblement National condenou os incidentes e anunciou a exclusão do chefe de patrulha, bem como a sua expulsão do serviço de segurança do partido. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, pediu uma fiscalização à polícia municipal de Carcassona. O presidente da localidade, Christophe Barthès, garantiu que todos os envolvidos foram suspensos e que serão aplicadas sanções à altura da gravidade dos factos.
A ministra da Igualdade, Aurore Bergé, qualificou os comentários como "absolutamente inaceitáveis" e afirmou que constituem um crime. O ex-primeiro-ministro Gabriel Attal criticou duramente, dizendo que "é assim que seria uma França governada pelo RN", com "ódio desinibido e fomentado, mesmo onde se espera justiça e segurança".




