O Presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou na quarta-feira a apresentação de novas queixas criminais contra empresas que desenvolvem atividades de exploração de hidrocarbonetos na plataforma continental argentina, em violação da Lei n.º 26.659. As queixas abrangem novas empresas envolvidas nestas atividades, bem como diretores, gerentes, administradores e representantes que tenham intervindo em decisões relacionadas com essas operações. A decisão implica o alargamento de processos judiciais já em curso e a instauração de novos processos.
Horas antes, a Presidência argentina tinha anunciado o início de processos para punir mais 15 pessoas por desenvolverem atividades petrolíferas nas Ilhas Malvinas, somando-se aos esforços para adotar medidas punitivas contra 45 empresas e indivíduos já identificados. O Executivo argentino afirmou que continuará a avançar na implementação de medidas que permitam responsabilizar todos aqueles que estejam a violar a soberania nacional argentina, abrangendo não só pessoas coletivas mas também indivíduos que, a partir dos seus cargos, tenham intervido na prática destes delitos.
A questão da soberania das Malvinas intensificou-se após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter apontado para a possibilidade de rever a posição de Washington sobre o apoio ao Reino Unido na questão da soberania do arquipélago. O embaixador dos Estados Unidos no Chile, Brandon Judd, matizou as declarações, salientando que "uma revisão não é uma mudança de posição" e que Trump "nunca disse que alterou a política" nem "jamais disse que a iria alterar".
Uma das empresas visadas é a petrolífera israelita Navitas, assim como várias das suas subsidiárias. No início da semana, o ministro israelita da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, pediu ao primeiro以色列 Netanyahu que reconheça publicamente as Malvinas como "território argentino ocupado", afirmação que surge num contexto de crescente tensão sobre a questão soberana do arquipélago do Atlântico Sul.




