O governo federal colocou mais de 500 municípios em alerta alto para risco de fogo até novembro, apesar de o El Niño ainda não ter causado a seca esperada para setembro. A probabilidade de estiagem prolongada e baixa umidade do ar, intensificadas pelo fenômeno, podem tornar este período o mais crítico para incêndios florestais.
A região Norte concentra o maior número de municípios em alerta máximo. Meteorologistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) consideram que o cenário projetado deve se manter, mesmo com a chuva atípica registrada em algumas regiões no início de setembro.
O coordenador de operações do Cemaden, Marcelo Seluchi, prevê que as regiões mais críticas, atualmente em vermelho, continuarão nessa situação. Ele reforça que a precipitação permanece abaixo da média em regiões da Amazônia.
No Centro-Norte do país, é provável que o El Niño atrase o próximo ciclo chuvoso, agravando ainda mais as condições para queimadas nos próximos meses.




