Doze anos após ter sido um dos principais temas de uma eleição para governador, o temor de uma crise hídrica em São Paulo volta ao centro do debate entre candidatos. Os reservatórios da Grande São Paulo estão a menos de 50% da capacidade, com o principal deles, o Cantareira, na faixa dos 33%, oito meses após o sistema ter atingido a pior marca desde a baixa histórica de 2014, com menos de 25% no verão.
A ameaça fez o clima ganhar destaque na corrida eleitoral e tem sido utilizada como cartada pelo candidato de oposição Fernando Haddad (PT) para atacar o incumbente Tarcísio de Freitas (Republicanos). O impacto de tempestades, os incêndios rurais e a atuação da Sabesp também estão mencionados em programas de governo e declarações dos candidatos.
A insegurança hídrica mobiliza eleitores pelo medo de falta d'água, reacendendo preocupações que já haviam marcado a disputa eleitoral passada.




