As medidas adotadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva para conter o impacto da disparada do petróleo sobre os preços dos combustíveis já custam R$ 37,5 bilhões, segundo dados do Ministério do Planejamento. O valor pode ser ainda maior até o fim do ano, pois considera apenas os subsídios até setembro. A equipe econômica afirma que essas desonerações estão sendo compensadas pelo aumento da arrecadação decorrente da própria alta do petróleo, que nesta semana ultrapassou US$ 100 o barril.
O Brasil é exportador líquido de petróleo, e a disparada do preço da commodity aumenta a receita governamental com royalties, participação especial e outros tributos. Por isso, o Executivo estabeleceu um Imposto de Exportação de 12% sobre o óleo e gás para capturar parte dessa elevação de receita.
Nesta quarta-feira, o governo anunciou um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. Além disso, haverá uma redução de R$ 0,19 por litro no etanol. A subvenção à gasolina se encerrava nesta quarta-feira, e o governo decidiu substituí-la por um novo formato de apoio aos combustíveis.




