Os documentos desclassificados pelo Governo espanhol sobre a crise migratória em Ceuta no final de julho contêm críticas do CNI, da Guardia Civil e do Centro Nacional de Imigração e Fronteiras (CENIF) da Polícia ao Tribunal Supremo. Estas instituições criticaram a sentença de 8 de julho que vetava as devoluções em quente de migrantes que entrassem por via marítima.
As forças de segurança consideravam que a decisão judicial "continha a pressão" na fronteira e afetava a sua capacidade de resposta. O Supremo considerou que o rechazo en frontera (rejeição na fronteira) é "um mecanismo excepcional" que não pode ser aplicado no mar.
A sentença respondia a um recurso contra a política de devoluções em quente implementadas após a entrada massiva de migrantes em Ceuta. O tribunal entendeu que, na ausência de elementos de contenção de fronteiras, as devoluções imediatas não podiam ser realizadas em território marítimo.




