Um tribunal equatoriano condenou, nesta quarta-feira, o ex-presidente Abdalá Bucaram e seu filho Jacobo a nove anos e quatro meses de prisão pela venda irregular de testes de Covid-19 durante o auge da pandemia no país. Ambos foram identificados como "colaboradores" no crime organizado, informou o Ministério Público ao anunciar a sentença de primeira instância.
O ex-presidente ouviu o veredicto remotamente de uma clínica em Guayaquil, no sudoeste do país, onde recebia tratamento para problemas cardíacos. O local estava sob vigilância policial. O julgamento pela venda irregular de pelo menos 21.000 testes de diagnóstico de Covid-19 durou seis anos.
Os autores diretos do crime, identificados como Leandro B. e Sheinman O., foram condenados a 13 anos e quatro meses de prisão, segundo o Ministério Público equatoriano. Outra pessoa envolvida no caso foi assassinada na prisão em agosto de 2020.




