Paula Pinto Pereira, professora de Matemática, é arguida num processo judicial e responderá em tribunal pelo crime de usurpação de funções. A mulher lecionou durante 36 anos em várias escolas públicas sem possuir qualquer licença ou habilitação para o ensino da Matemática.
O Ministério Público apresentou queixa contra Paula Pinto Pereira, que poderá enfrentar uma condenação de 24 meses de prisão efetiva. A pena máxima para este tipo de crime, segundo a lei portuguesa, é de dois anos de prisão.
Ao longo de mais de três décadas, a arguida exerceu funções docentes em diferentes estabelecimentos de ensino público, lecionando a disciplina de Matemática. No entanto, nunca obteve qualquer formação académica ou habilitação que a qualificasse para o ensino.
Este caso levanta questões sobre os mecanismos de fiscalização e verificação de qualificações dos professores nas escolas públicas portuguesas, permitindo que alguém sem as devidas competências académicas tenha exercido a profissão durante tanto tempo.




