O artigo aborda o movimento "Mulheres Conservadoras de Portugal" (MCP), apresentado através de um podcast de Tereza Nogueira Pinto que entrevistou Rita Matias, militant do partido Chega, e Rute Sousa, influenciadora conhecida pelo TikTok. O movimento surgiu com o objetivo de defender o papel tradicional da mulher na sociedade, posicionando-se contra o feminismo.
O MCP é constituído maioritariamente por mulheres ligadas aos partidos Chega, CDS e PSD, além de membros da igreja evangélica brasileira que apoia Bolsonaro. Entre as figuras de destaque estão as deputadas do Chega Cláudia Estevão e Madalena Lorena Gato, criadora de conteúdos online, e a fundadora Rebeca Batista, dirigente de uma fundação evangélica.
O movimento define ser mulher conservadora como amar o país, a família e ser cristã. Defendem posições contra o aborto em qualquer circunstância, contra aulas de educação sexual nas escolas, e consideram que o feminismo não é sobre igualdade de direitos, mas sim sobre impor às mulheres profissões de sucesso e abdicar de ter filhos. Afirmam também que a Europa está a ser "invadida pelo Islão" e posicionam-se ao lado de Israel.
O autor do artigo critica as posições do MCP, argumentando que o feminismo apenas luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que historicamente as mulheres enfrentaram desigualdades como a impossibilidade de votar ou trabalhar sem autorização dos maridos. Aponta também que ainda hoje existem desigualdades salariais entre géneros, e que o movimento parece não reconhecer que as mulheres já são livres para viver como entenderem.




