Governo quer tornar limites de despesa do médio prazo a base para o Orçamento do ano seguinteFoto de Nordseher no Pexels
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Governo quer tornar limites de despesa do médio prazo a base para o Orçamento do ano seguinte

Eco9 de setembro de 2026 às 22:06

O Conselho de Ministros aprovou em meados de julho uma proposta de revisão da Lei de Enquadramento Orçamental (LEO), que foi entregue esta quarta-feira no Parlamento para debate e votação. A proposta visa adaptar a lei portuguesa ao novo quadro de governação económica da União Europeia, após ter ultrapassado o prazo inicial para o fazer.

O diploma propõe que os limites de despesa previstos nos novos quadros de médio prazo constituam a base do Orçamento do ano seguinte, proporcionando maior estabilidade e previsibilidade no desenho dos orçamentos de Estado. O Plano Orçamental Estrutural Nacional de Médio Prazo (POENMP) passa a estruturar a política orçamental do Estado, deixando de estar centrado no Programa de Estabilidade.

A revisão prevê que o quadro de planeamento orçamental de médio prazo seja vinculativo no ano seguinte no que respeita ao limite para a despesa das Administrações Públicas, compatível com a trajetória de referência da despesa líquida acordada com a Comissão Europeia. Os Planos Orçamentais de Médio Prazo devem ser entregues pelos governos que tomam posse até 15 de abril, sendo a Entidade Contabilística Estado criada de forma faseada, com conclusão prevista até ao Orçamento do Estado de 2029.

A proposta inclui também um reforço dos poderes do Conselho das Finanças Públicas (CFP), estabelecendo que o Governo deve dar cumprimento às avaliações daquela instituição ou explicar publicamente a sua posição no prazo de dois meses. O documento de 129 páginas foi elaborado após receber contributos do CFP, do Tribunal de Contas e da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

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