O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, que estava em andamento há sete anos. A investigação continuará ativa, mas sob o comando de um novo relator, ainda não definido. A medida foi tomada por meio de um processo administrativo e busca contornar a crise que se instalou na Corte.
A decisão de Fachin estabelece que as ações penais derivadas do inquérito das fake news permanecem sob responsabilidade de Moraes, e que todos os atos praticados durante o curso do inquérito continuam válidos. Pela portaria assinada nesta quarta-feira, inquéritos, procedimentos de tutela antecipada ou outras investigações preliminares que haviam sido distribuídos a Moraes por prevenção ao inquérito das fake news serão devolvidos à presidency, no estado em que se encontram.
A turbulência no STF foi motivada pelo embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A crise ganhou novos capítulos com o vaivém em torno da permanência do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no cargo. A troca de relator representa uma tentativa de pacificar a Corte diante desses conflitos internos.




