A subida conjugada de preços nos alimentos e nos combustíveis está a custar às famílias portuguesas proprietárias de automóveis a gasolina um sobrecusto médio de 81,20 euros por mês. Este valor resulta da soma do agravamento das despesas com alimentação doméstica e do encarecimento direto dos combustíveis rodoviários desde o início de Janeiro de 2026.
O cabaz de 63 bens alimentares essenciais monitorizado pela DECO PROteste atingiu os 255,26 euros, representando um aumento semanal de 13,34 euros face aos valores praticados no início do ano. Projectado para o período mensal, este agravamento traduz-se numa sobrecarga de 57,80 euros apenas para manter o mesmo nível de aprovisionamento. Os produtos com maiores variações percentuais na última semana foram o peixe fresco e os produtos hortícolas, com o carapau a subir 23 por cento para 5,46 euros por quilo, a curgete a aumentar 20 por cento para 2,15 euros por quilo, e a posta de atum em azeite a encarecer 17 por cento para 2,21 euros por unidade.
No sector dos combustíveis, a gasolina simples 95 passou de 1,705 euros por litro na primeira semana de Janeiro para 2,142 euros por litro em Setembro, um aumento de 43,7 cêntimos por litro. O gasóleo simples seguiu a mesma tendência, subindo de 1,624 euros para 2,169 euros por litro, o que representa um agravamento de 54,5 cêntimos por litro, de acordo com dados da Direção-Geral de Energia e Geologia e da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
Para um veículo ligeiro a gasolina com uma quilometragem anual de 10.000 quilómetros e um consumo médio de 6,5 litros por cada 100 quilómetros, o encargo mensal com combustível aumentou de 92,36 euros para 116,03 euros, representando um acréscimo mensal de 23,67 euros. Somando este valor à despesa adicional com alimentação doméstica, a subida de preços em bens inelásticos retira 81,47 euros suplementares da disponibilidade financeira mensal de cada família portuguesa.




