O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, afirmou esta quarta-feira que os apoios anunciados pelo Governo "nunca" serão suficientes para fazer face ao aumento do custo de vida, numa fase em que Portugal é afetado por várias "guerras". O governante considerou que nenhum país com contas equilibradas tem dinheiro suficiente para apoiar uma situação de guerra, sublinhando que o país não está em guerra, mas está a sofrer consequências dela.
Castro Almeida reagiu a questões sobre a descida do IRS até ao 6.º escalão e o bónus para pensionistas, anunciados na terça-feira. O ministro salientou que, num ano particularmente exigente em que o Executivo admitia não ter saldo orçamental, acabou por ser possível alocar mais 800 milhões de euros de despesa pública mantendo as contas positivas.
O governante respondeu ainda às críticas do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que acusou o Governo de lucrar com a crise dos combustíveis. Castro Almeida garantiu que o Estado "não está a ganhar com a guerra", explicando que o que recebem a mais em IVA está a ser compensado pela diminuição do valor do ISP.




