A Receita Federal conseguiu impedir um golpe de R$ 1 bilhão contra os cofres públicos do Brasil, envolvendo tentativas de fraude no benefício de salário-maternidade. Empresas de fachada e organizações fizeram pedidos de reembolso que não procediam, alegando pagamentos a seguradas que sequer possuem filhos.
O reembolso em questão é devido quando, em vez de o salário-maternidade ser pago diretamente pelo INSS à trabalhadora, a empresa antecipa o pagamento para empregadas vinculadas ao Regime Geral de Previdência Social. Os fraudulentos solicitavam depois a devolução desses valores.
Há diversos casos de aproveitamento indevido desses recursos sob investigação. Em algumas situações suspeitas, as empresas contam com apenas um funcionário, faturamento próximo de zero, ausência de registros compatíveis na escrituração fiscal e solicitações em valores considerados atípicos.
A operação representa um dos maiores bloqueios de fraudes contra a seguridade social brasileira, demonstrando a vulnerabilidade do sistema de benefícios quando não há verificação adequada dos dados das beneficiárias e das empresas solicitantes de reembolso.




