A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central esclareceu que a retoma dos tratamentos na Unidade de Radioterapia de Évora depende da conclusão dos testes técnicos e da obtenção dos licenciamentos obrigatórios. A unidade encontra-se temporariamente encerrada desde 01 de junho para permitir a renovação integral e modernização tecnológica dos equipamentos, o que foi previamente planeado e anunciado em abril.
A intervenção é financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência e representa um investimento de cerca de quatro milhões de euros, contemplando a substituição dos dois aceleradores lineares, além dos trabalhos de instalação, testes, validação e licenciamento pela Entidade Reguladora da Saúde. Os novos aceleradores já estão instalados, mas a retoma da atividade está condicionada à verificação de todas as condições de segurança clínica.
Os tratamentos estão a ser encaminhados para unidades em Santarém, Faro ou Lisboa, com a ULSAC a assegurar o apoio logístico e transporte necessário às deslocações dos utentes. A primeira consulta, avaliação inicial e acompanhamento clínico continuam a realizar-se em Évora, e a instituição mantém a monitorização do percurso de cada doente e a articulação entre as equipas envolvidas.
O Bloco de Esquerda manifestou preocupação com os doentes oncológicos afetados e revelou que a ULSAC lançou um concurso em fevereiro para nova concessão da unidade, ganho pela empresa espanhola Altrys Portugal. Segundo o BE, o concurso terá sido anulado pelo Tribunal de Contas, exigindo a estrutura política que a ULSAC promova a reabertura da unidade e cumpra de forma autónoma as suas responsabilidades na prestação de cuidados de radioterapia.
