O Hotel Cascais Miragem comunicou o despedimento de um total de 177 trabalhadores, sendo 142 efetivos e 35 contratados a termo. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul instou os trabalhadores afetados a impugnarem judicialmente os despedimentos, considerando que "o despedimento coletivo não tem fundamento legal" e que se trata de "um despedimento sem justa causa, encapotado de despedimento coletivo".
O despedimento deve-se ao encerramento da unidade hoteleira para obras estruturais a partir de 1 de novembro, com uma duração mínima de dois anos. O diretor-geral do hotel, José Branco, confirmou à agência Lula que "a única solução que é juridicamente possível é o despedimento coletivo", argumentando ser impossível manter trabalhadores sem exercerem funções durante um período tão alargado.
O sindicato revelou que apresentou à administração "diversas propostas e alternativas para evitar o despedimento coletivo ou, pelo menos, reduzir o seu impacto", mas que a empresa "recusou as soluções apresentadas". A estrutura sindical salientou que está previsto um investimento de cerca de 80 milhões de euros na remodelação do Hotel Cascais Miragem Health & SPA, defendendo que "é inaceitável que um projeto desta dimensão seja concretizado à custa dos trabalhadores".
O Hotel Cascais Miragem, inaugurado em 2005, foi adquirido em 2025 pelo grupo espanhol constituído pela Ibervalles e pela ARD Investment & Development por cerca de 125 milhões de euros. O presidente da Câmara de Cascais comprometeu-se a intervir junto dos administradores espanhóis. Na quinta-feira, o sindicato realiza uma ação de denúncia junto dos clientes do hotel, enquanto os trabalhadores se reúnem em plenário, com a presença do secretary-Geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira.




