A Universidade de Évora vai submeter uma nova proposta para a criação do Mestrado Integrado em Medicina à Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) até março de 2027. O reitor António Candeias revelou que a instituição está a reestruturar o curso e a criar parcerias para garantir a sustentabilidade do programa. Está também a ser constituído um grupo de trabalho e um grupo estratégico de acompanhamento para reformular o projeto.
Esta é a terceira tentativa da academia alentejana para criar o curso de Medicina, já que duas propostas anteriores foram reprovadas pela A3ES. A decisão do segundo "chumbo" foi publicada em 13 de abril deste ano, tendo sido antecedida por uma deliberação de 25 de fevereiro que rejeitou a acreditação do ciclo de estudos.
A A3ES fundamentou a rejeição com base no parecer desfavorável da Ordem dos Médicos e identificou quatro problemas principais: a sustentabilidade do programa era incerta a curto e longo prazo em termos de infraestruturas, recursos humanos e financeiros; o corpo docente era insuficiente e desigualmente qualificado; faltavam infraestruturas essenciais, nomeadamente um hospital universitário central completamente funcional; e as instalações de simulação clínica propostas eram inadequadas.
O reitor manifestou esperança de que a nova candidatura, mais consistente e alinhada com os desafios do ensino e da região, seja valorizada pela agência e pelos avaliadores. "Estou convencido de que vamos ser bem-sucedidos", afirmou António Candeias.




