Dois milhões de reformados em Portugal vão receber um bónus de até 200 euros nas suas pensões, em dezembro. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, mas a medida não está a convencer os pensionistas, que consideram que se trata apenas de um presente de Natal e não de uma solução duradoura para os seus problemas financeiros. A medida terá um custo total de 400 milhões de euros para o Estado.
Os reformados admitem que o bónus "dá jeito", especialmente nesta época do ano, mas consideram que a medida é apenas um "paliativo" e não uma resposta estrutural às suas necessidades. Segundo as reações recolhidas, muitos sentem que esta é uma forma de "enganar o pobrezinho", ou seja, de satisfazer temporariamente os pensionistas sem resolver os problemas subjacentes.
Os pensionistas continuam a pedir aumentos estruturais nas pensões, em vez de pagamentos únicos ou bónus occasionais. Esta reivindicação surge num contexto de preocupação crescente com o custo de vida e com a capacidade dos reformados para fazer face às despesas básicas.




