O primeiro‑ministro Luís Montenegro anunciou uma nova descida do IRS até ao sexto escalão, uma medida que a bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC), Paula Franco, considera positiva, mas que obrigará os portugueses a fazerem novamente contas. Paula Franco lembra que os contribuintes já se habituaram nos últimos dois anos a gerir estas reduções, tanto em 2024 como em 2025.
Com as alterações à retenção na fonte, muitos contribuintes viram diminuir o valor do reembolso ao submeter a declaração anual de rendimentos, enquanto outros que habitualmente recebiam passaram a pagar ou a pagar mais. A bastonária espera que não haja surpresas na hora do acerto de contas com o Estado, defendendo que os portugueses já perceberam que o dinheiro extra no bolso terá impacto no cálculo final.
Paula Franco deixa um conselho para evitar surpresas na entrega do IRS em abril de 2027: os contribuintes podem pedir à entidade patronal para alterar a taxa de retenção na fonte. Segundo a bastonária, os portugueses já têm agora mais experiência e não deverão estranhar tanto estas variações como acontecia anteriormente.
Para os contabilistas, a descida do IRS implica ajustar os softwares a meio do ano e explicar aos trabalhadores porque é que num mês recebem mais e nos outros recebem menos. Paula Franco reconhece que este é o aspeto mais difícil de comunicar, mas afirma que tanto famílias como contabilistas estão agora mais preparados para lidar com estas alterações.




