O Governo de Portugal tomou nesta quarta-feira a decisão oficial de iniciar os trâmites para a criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior, elevando o antigo Instituto Politécnico de Bragança (IPB) ao estatuto de universidade. Esta será a segunda universidade da região transmontana, juntando-se à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, sediada em Vila Real. O ministro da Educação, Fernando Alexandre, anunciou a decisão após uma análise técnica, salientando que o passo é natural após o trabalho desenvolvido ao longo das últimas décadas.
Orlando Rodrigues, que presidia ao IPB desde 2018, assume agora o cargo de primeiro reitor da nova universidade. No seu primeiro discurso como líder da instituição, Rodrigues elogiou o "ato de coragem" na concretização de uma aspiração universitária com raízes muito antigas, reconhecendo que "fazer justiça nem sempre é fácil". O reitor destacou que "houve expectativas adiadas, promessas que ficaram por cumprir", mas a comunidade académica continuou a trabalhar e agora o Governo dá uma resposta concreta a essa persistência.
O IPB tinha sido renomeado a 1 de agosto como Universidade Politécnica de Bragança, no âmbito de uma revisão dos institutos politécnicos que já originou novas universidades em Leiria e no Porto. Orlando Rodrigues definiu os três pilares da nova universidade: atração e retenção de talento global, ciência e educação com impacto orientado para conhecimento de qualidade, e a transformação do território através do conhecimento. O reitor manifestou a ambição de criar um projeto universitário de dimensão internacional que contribua para que estudantes encontrem razões para ficar, antigos residentes tenham oportunidades de regressar e investigadores e empresas de qualquer parte do mundo reconheçam o território como um lugar promissor para investir.




