O Governo está a criar um sistema de monitorização contínua do estado das infraestruturas nacionais, que recorrerá a tecnologias como imagens por satélite. O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou na Comissão Eventual para a Resiliência Nacional que não se pode continuar a ignorar a exposição de Portugal a fenómenos sísmicos, sublinhando a aposta num sistema de fiscalização moderno e na utilização de novas tecnologias, incluindo cabos submarinos inteligentes.
Após as tempestades de janeiro, o Executivo pediu ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil uma avaliação do estado das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias. O secretary de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, revelou que já foram realizadas 54 inspeções, com relatórios regulares enviados ao Governo, enquanto a Infraestruturas de Portugal inspecionou 1400 obras de arte. O ministro adiantou que o relatório sobre o estado das infraestruturas críticas será apresentado entre o final deste mês e o início do próximo.
Miguel Pinto Luz recusou partilhar publicamente os relatórios detalhados com os deputados, argumentando que se trata de informação sensível que inclui vulnerabilidades em estradas e pontes. O governante salientou que é informação que não pode ser tornada pública completamente, apelando à definição de moldes específicos para a disponibilização dos dados.
O plano PTRR, aprovado em junho de 2026, prevê um investimento total de 22,6 mil milhões de euros, financiados pelo Orçamento do Estado, dinheiro privado e fundos europeus. O programa inclui a reconstrução de casas e infraestruturas danificadas pelas tempestades, apoios para territórios de baixa densidade, prevenção do risco sísmico, um sistema nacional de alojamento de emergência e uma Estratégia Nacional para as Infraestruturas Críticas.




