Falta de oferta leva a subida de 2% na ocupação industrial e logística no primeiro semestreFoto de lemonmusicstudio no Pexels
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Falta de oferta leva a subida de 2% na ocupação industrial e logística no primeiro semestre

Jornal Económico9 de setembro de 2026 às 11:06

O mercado industrial e logístico em Portugal registou uma ocupação de 229.973 metros quadrados no primeiro semestre, o que representou uma subida mínima recorde de apenas 2% em relação ao período homólogo, justificada pela falta de oferta neste segmento imobiliário, de acordo com os dados do relatório 'Spotlight Industrial & Logistics Market' da consultora Savills.

A Grande Lisboa concentrou a maioria da atividade com 174.783 metros quadrados de área transacionada, o melhor desempenho desde 2024 em valor absoluto, com um mínimo histórico de espaço disponível. O segundo trimestre concentrou 74% do volume total e a logística cresceu mais de 14% em termos homólogos, representando agora 75% de toda a área ocupada. O stock logístico da região ronda os 3,5 milhões de metros quadrados com uma taxa de disponibilidade de apenas 1,8%, refletindo a forte pressão da procura sobre a oferta existente.

Em sentido inverso, o Grande Porto registou um volume de ocupação de 55.190 metros quadrados, uma descida de 2% face ao período homólogo, com uma taxa de disponibilidade de apenas 0,5% num parque superior a 1,3 milhões de metros quadrados. Valongo foi o principal polo de procura, concentrando 67% do total regional com 36.885 metros quadrados contratados, resultantes de duas operações no Panattoni Park Valongo.

As atenções centram-se agora no pipeline previsto até 2027, que totaliza cerca de 69 mil metros quadrados, dos quais 42% já se encontram pré-arrendados. Alexandra Gomes, Head of Research da Savills Portugal, refere que com mais de metade do pipeline já comprometido, antecipa-se uma pressão crescente sobre as rendas e um reforço das soluções build-to-suit e pré-arrendamento. Pedro Figueiras, Director da Savills Portugal, destaca que a combinação de taxas de disponibilidade historicamente baixas e a posição geoestratégica do país continuam a atrair operadores nacionais e internacionais, considerando que o desenvolvimento de nova oferta logística representa uma necessidade para acompanhar a procura e aumentar a competitividade de Portugal.

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