O PAN Gondomar criticou o abate de 55 sobreiros na freguesia de Rio Tinto para permitir a conclusão da Via Nordeste, arguing que as árvores deveriam ter sido consideradas quando o projeto foi delineado. Em publicação no Facebook, o partido lembra que os sobreiros "não apareceram agora" e que "estavam lá desde o início, são protegidos por lei e deveriam ter sido considerados quando o projeto foi pensado e aprovado".
O ICNF autorizou o abate dos 55 sobreiros adultos em 09 de julho, através da publicação em Diário da República da Declaração de Imprescindível Utilidade Pública, prevendo medidas de compensação. O PAN reconhece que "o desenvolvimento e a mobilidade são importantes", mas alega que "desenvolver um território não pode significar tratar a natureza como um obstáculo que se remove quando fica no caminho".
O projeto da Via Nordeste, que ligará as freguesias de Rio Tinto e Baguim do Monte em Gondomar, distrito do Porto, remonta aos anos 80 do século passado. A construção começou em maio de 2021 com um orçamento de oito milhões de euros e prazo de dois anos, mas apenas em 2022, já com a empreitada em curso, foi descoberta a existência de sobreiros em dois locais do percurso, o que obrigou à interrupção dos trabalhos.
O presidente da Câmara de Gondomar, Luís Filipe Araújo, estima que a obra estará concluída em dezembro, com um custo final de aproximadamente 6,4 milhões de euros. A via terá uma extensão de 2,2 quilómetros. O PAN considera que "a Câmara Municipal de Gondomar e o ICNF têm uma responsabilidade acrescida: encontrar soluções que conciliem as necessidades das pessoas com a proteção da natureza".




