Um fóssil português ajudou os investigadores a identificar a origem de misteriosos padrões hexagonais gravados nos fundos marinhos de todo o mundo, incluindo em sedimentos oceânicos do Câmbrico com 520 milhões de anos encontrados em Portugal. As redes hexagonais, batizadas Paleodictyon, aparecem tanto em registos fósseis antigos como em oceanos atuais, e a sua origem permaneceu inexplicada durante séculos.
Tudo indica que os autores destas galerias são pequenos artrópodes escavadores, segundo as pistas fornecidas pelo fóssil português. A própria forma hexagonal das estruturas pode ter tido uma função específica: possivelmente serviu para ligar os animais entre si numa rede de comunicação.
A confusão sobre a origem destas marcas começou ainda em meados do século XVIII. Alguns geólogos defendiam que as marcas resultavam de processos geológicos naturais, enquanto outros propunham explicações biológicas, sem que nenhum consenso fosse alcançado durante gerações.




