O Papa Leão XIV apelou à promoção da unidade global perante bispos ligados ao Movimento dos Focolares, reunidos no Vaticano, alertando para a polarização nas sociedades contemporâneas e condenando o individualismo na cultura ocidental, que transformou a liberdade numa "autonomia absoluta" sem limitações morais ou naturais. O Papa defendeu que, apesar da ênfase na vontade humana, as populações sentem-se frequentemente "menos livres de serem verdadeiramente si mesmas" devido ao medo de serem julgadas, e que a perda de abertura para com os outros priva as pessoas da felicidade e agudiza as fraturas comunitárias. Leão XIV sustentou que a matriz da Igreja reside na sua vocação para atuar como "mistério de comunhão, sinal e fermento de unidade" num planeta fragmentado, recomendando oração, celebração litúrgica e contemplação trinitária como caminho para testemunhar essa unidade. A iniciativa congregou cerca de uma centena de prelados de todo o mundo, reunidos em Roma para um congresso sobre o testemunho da unidade e o legado de Chiara Lubich, fundadora dos Focolares.
Agência ECCLESIA09/09/26, 10:25