Mais de um século após desaparecerem da Ilha Floreana, no arquipélago equatoriano de Galápagos, os descendentes de tartarugas-gigantes voltaram a percorrer o território de seus ancestrais. Em fevereiro de 2026, 158 filhotes foram soltos na ilha como parte de um projeto de recuperação dessa população, marcando o retorno histórico dessas tartarugas à região.
A história dessa extinção local remonta ao século XVI, quando piratas e, mais tarde, baleeiros começaram a chegar ao arquipélago. Centenas de tartarugas eram capturadas porque conseguiam sobreviver meses sem água ou comida, permitindo que as tripulações as mantivessem vivas como fonte de carne durante suas longas viagens marítimas.
A chegada de animais não nativos agravou significativamente o problema da sobrevivência das tartarugas. Ratos, porcos e outras espécies introduzidas pelos humanos afetaram os ovos e os filhotes das tartarugas-gigantes, contribuindo para o desaparecimento da espécie na Ilha Floreana há mais de 100 anos.




