Um documento digitalizado, sem data, timbre ou assinatura, que reúne 50 páginas e seis relatórios de inteligência, está no centro do embate entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os informes basearam tanto a decisão de Moraes que apontou crimes de responsabilidade, improbidade administrativa e abuso de autoridade do colega, quanto a determinação de Mendonça para afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Integrantes da PF, ouvidos sob condição de anonimato, dizem que esse tipo de relatório, que faz análise de cenários, costuma ser feito pela Diretoria de Inteligência Policial (DIP) para orientar decisões das chefias da corporação, mas é destinado à circulação interna e difusão restrita. A crise levou à formação de maioria na Segunda Turma do STF para manter a decisão de Mendonça que afastou o chefe da PF. O relatório usado por Moraes para acusar Mendonça ignora normas internas da corporação e impede a identificação de autoria, segundo a matéria.
PolíticaCoimbra
Relatório da PF usado por Moraes para acusar Mendonça ignora normas e impede identificação de autoria
oglobo9 de setembro de 2026 às 07:30




