Cotação do petróleo e frete já pesam mais que impostos no preço do gasóleoFoto de Pexels no Pexels
Negócios
США
Энергетика

Cotação do petróleo e frete já pesam mais que impostos no preço do gasóleo

Jornal Económico9 de setembro de 2026 às 07:00

A cotação do petróleo e o frete já têm um peso superior aos impostos na fixação do preço do gasóleo em Portugal, de acordo com dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). Esta mudança ocorreu com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão, a 28 de fevereiro. Na semana de 16 a 22 de fevereiro, o preço eficiente do gasóleo era de 1,668 euros, com os impostos a representarem 50,8% e a cotação e frete 30,3%. Na semana de 31 de agosto a 6 de setembro, o preço eficiente subiu para 2,078 euros, com a cotação e frete a representar 45,7% e os impostos 41%. Na gasolina, os impostos ainda são a componente mais pesada, mas passaram de 56,8% para 48,5% no mesmo período.

O analista da corretora XTB, Henrique Tomé, sublinhou que não houve uma redução significativa dos impostos em termos absolutos, mas sim uma diminuição do peso relativo, mantendo-se a componente fiscal практически estável perto de 0,98 euros por litro. O que mudou de forma mais expressiva foi a componente de cotação e frete, que passou de 26% para 38,1% na gasolina e de 30,3% para 45,7% no gasóleo. O economista sénior do Banco Carregosa, Paulo Monteiro Rosa, confirmou que a neutralidade fiscal se tem mantido e que a subida dos preços reflete sobretudo a forte valorização das cotações internacionais dos produtos refinados e das margens de refinação.

O conflito no Médio Oriente tem mantido o petróleo em alta, com o Brent a negociar acima dos 95 dólares por barril na segunda-feira 7 de setembro. Foram reportados ataques a navios iranianos por parte dos Estados Unidos e ataques retaliatórios iranianos a navios petroleiros no Estreito de Ormuz. O Irão admitiu criar uma zona interdita no Estreito de Ormuz. O Goldman Sachs projetou que o preço do petróleo pode chegar aos 120 dólares por barril se os ataques a navios continuarem a agravar-se.

A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou que o Governo iria reforçar os poderes sancionatórios da ERSE em toda a cadeia do sistema petrolífero, incluindo a refinação. A governante rejeitou a ideia de que o executivo estaria a lucrar com a subida dos combustíveis, referindo que todo o aumento das receitas do IVA foi usado para abater ao ISP, num total de 700 milhões de euros, e que está a ser dado um desconto no ISP de 23 cêntimos por litro.

Notícias relacionadas

Negócios

Fundo moçambicano financia 18 mil projetos e cria 42 mil empregos em seis meses

O Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) de Moçambique financiou 18.337 projetos no primeiro semestre, tendo desembolsado 824,6 milhões de meticais (cerca de 11 milhões de euros), beneficiando 21.848 pessoas e criando 42.191 postos de trabalho, de acordo com dados oficiais.

RTP Notícias09/09/26, 08:10
Negócios

Mais de 100 mil aderem ao passe gratuito no Porto

Mais de 100 mil pessoas já aderiram ao passe de transportes públicos gratuitos no cartão municipal do Porto, com cerca de metade a representar novas adesões ao passe social, indicating strong adoption of the free transit initiative.

Observador09/09/26, 08:05
Negócios

Cem empresas com candidaturas elegíveis ficaram sem apoio

Cerca de cem empresas da Região de Leiria que apresentaram candidaturas elegíveis a programas de apoio ficaram sem financiamento, segundo revelou a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL). A entidade defende que é necessário "haver um reforço financeiro" para garantir que estas empresas, que cumpriram os critérios de elegibilidade, possam efetivamente beneficiar dos incentivos disponíveis, sublinhando o impacto negativo da falta de apoios para o tecido empresarial da região.

Diário de Leiria09/09/26, 08:00
Lusolav quer a sua proposta ao troço Oiã-Soure avaliada e a da Sacyr excluída
Negócios

Lusolav quer a sua proposta ao troço Oiã-Soure avaliada e a da Sacyr excluída

O consórcio Lusolav, liderado pela Mota-Engil, entregou esta terça-feira uma contestação ao relatório preliminar do júri do concurso para o segundo troço da linha de alta velocidade Lisboa-Porto, entre Oiã e Soure, propondo a exclusão da sua candidatura e a adjudicação ao concorrente Sacyr. A Lusolav requer que a sua proposta seja avaliada e a do adversário seja excluída do processo.

Jornal de Negócios09/09/26, 08:00