O Tribunal de Contas aprovou o regresso do Estado português à REN (Redes Energéticas Nacionais), permitindo concluir a operação de compra. O processo foi visado em Sessão Diária de Visto de 31 de agosto e notificado à entidade em 1 de setembro, segundo fonte oficial do TdC ao Jornal Económico.
Em agosto, o Estado comprou 14% da companhia por 380 milhões de euros, incluindo um prémio de 55 milhões, a uma sociedade de investimento detida pelo dono da Zara, Amancio Ortega, a Pontegadea Inversiones. A empresa estatal chinesa China State Grid é a maior acionista da REN com 25% do capital, adquirido durante as privatizações da troika em 2012.
A compra foi abordada durante uma visita do Governo português à China em setembro de 2025. A ministra Maria da Graça Carvalho afirmou que a operação tem sido estudada e planeada desde que o Governo tomou posse em 2024, tendo sido coordenada pelo primeiro-ministro. A ministra defendeu que a participação do Estado é de crucial importância para a soberania e segurança energética.
A ministra referiu que de 40 empresas europeias de transporte de eletricidade e gás de 34 países, só Portugal tinha uma empresa completamente privada, enquanto 18 são 100% públicas em países como a Dinamarca, Suécia e Noruega. A nomeação de administradores para a REN será discutida numa segunda fase, com o envolvimento da REN e do Governo.




