O Benfica admite a possibilidade de comprar a participação superior a 16% detida por José António dos Santos, conhecido como o "Rei dos Frangos", e pelo Grupo Valouro na SAD encarnada. Contudo, o vice-presidente e administrador financeiro da SAD, Nuno Catarino, afirma que qualquer transação teria de ser feita "a preços de mercado", salientando que o clube não poderia oferecer condições privilegiadas a um acionista sem lançar uma OPA, o que exigiria cerca de 100 milhões de euros. Catarino reconhece que a perspetiva de valorização do acionista é diferente da do clube, embora respeite essa perspetiva.
Recentemente, o grupo Entrepreneurial Equity Partners de Tim Lieweke renunciou à compra de uma participação de 16% na SAD. Nuno Catarino explica que o Benfica, ao ser notificado da intenção conforme os estatutos, entrou em campo para verificar se as regras estavam a ser cumpridas, pedindo informações adicionais. O grupo acabou por desistir, e Catarino acredita que terá chegado à conclusão de que seria difícil cumprir as regras ou arranjar mitigantes suficientes.
Sobre a questão com a Lenore Sport Partners, Catarino esclarece que o processo em tribunal não tem a ver diretamente com esta entidade, que comprou ações no âmbito de um leilão judicial. O Benfica requereu ao tribunal o exercício do direito de preferência sobre essas ações, mas ainda não recebeu resposta.
Quanto à valorização do clube, Catarino afirma que o Benfica tem uma "matriz associativa" que não cabe nos parâmetros normais de avaliação, sendo esta a maior força do clube. Ainda assim, acredita que a valorização do Benfica estaria "acima de um bilião de euros" se fosse feita em métricas tradicionais, embora ressalve que estas comparações têm um elemento teórico. O responsável reconhece que operações recentes no futebol europeu, como a venda do Liverpool por 6,3 mil milhões de euros, envolvem frequentemente imobiliário associado, o que difere da realidade de muitos clubes.




