A aceleração da inteligência artificial está a provocar mudanças profundas no mercado de trabalho e na economia global. Esta transformação tecnológica está a alterar o valor económico de certas qualificações e competências profissionais, criando incerteza sobre o futuro de muitas áreas de formação tradicionais.
Simultaneamente, os dados do Programme for International Student Assessment (PISA) revelam um recuo nos resultados dos estudantes, indicando uma fragilidade crescente nas aprendizagens de base. Esta deterioração dos fundamentos educativos surge num momento crítico, quando as exigências do mercado se tornam mais complexas.
A pressão demográfica constitui outro fator que agrava o cenário descrito. As mudanças na composição das populações estudantis e as tendências demográficas atuais colocam pressão adicional sobre as instituições de ensino superior em todo o mundo.
Neste contexto, as universidades enfrentam uma ameaça significativa ao seu papel tradicional. A combinação destes fatores — transformação tecnológica, aprendizagens frágeis, qualificação desvalorizada e pressão demográfica — levanta questões fundamentais sobre o futuro e a relevância das instituições de ensino superior na sociedade.




