Manuel Nunes da Silva nasceu em Cacia, Aveiro, a 25 de Abril de 1860 e faleceu a 14 de Dezembro de 1951. Foi um singular benemérito da sua terra, tendo deixado um legado significativo para a comunidade local.
Entre as suas principais realizações destacam-se a obtenção do apeadeiro em Cacia, que mais tarde se transformou na estação que serve não só Cacia, mas também Angeja e outras povoações nas margens do Vouga. Foi ainda responsável pela construção do Dique da Mota entre as duas pontes, na margem direita do Vouga, em defesa dos campos agrícolas. Também promoveu a construção do primeiro edifício escolar da freguesia, a instalação de electricidade, a restauração da Igreja e o arranjo das principais ruas.
Desempenhou diversos cargos públicos ao longo da vida, incluindo Deputado nas Cortes Monárquicas, Delegado Judicial nas Comarcas de Ovar e Barcelos, Juiz do Contencioso Fiscal do Norte, Presidente do Tribunal do Comércio de Lisboa, Presidente da Relação e Juiz do Supremo Tribunal de Justiça. Após a aposentação, foi Presidente da Comissão Permanente do Direito Internacional e Marítimo.
Depois da instauração da República em 1910, sofreu algumas ingratidões devido ao seu passado monárquico, mas a sua admirável serenidade permitiu-lhe continuar a desempenhar altas funções sociais no Regime Republicano, merecendo sempre o respeito e admiração de todos pela forma como cumpriu as suas funções com imparcialidade. Este artigo faz parte da série "Personagens que fazem Aveiro".




