A Feira do Livro do Porto recebeu 231 mil visitantes entre 21 de agosto e 6 de setembro, tornando-se na segunda maior afluência de sempre do evento, que decorreu nos Jardins do Palácio de Cristal. A 13.ª edição ficou marcada por números recorde, com a Avenida das Tílias a reunir 144 expositores entre livreiros, editores e alfarrabistas, mais 13 do que em 2025, e um programa que ultrapassou as 400 horas distribuídas por mais de 200 atividades.
O mau tempo condicionou a edição deste ano, com a chuva e o vento a obrigarem ao encerramento dos espaços exteriores no dia 24 e ao adiamento da abertura no dia 26. Nos primeiros dois dias, cerca de 41 mil pessoas passaram pela feira, mais 20% do que no período homólogo do ano anterior, e a afluência recuperou nos dias seguintes, com 29 de agosto a tornar-se no dia mais concorrido desde que a feira se realiza nos Jardins do Palácio de Cristal.
A poeta portuense Inês Lourenço foi distinguida com a Tília de Homenagem, inspirando conversas, mesas-redondas, espetáculos e exposições numa programação onde a poesia e o feminino assumiram particular destaque. A internacionalização foi outra aposta, com a presença pela primeira vez de autores como Mohammed El-Kurd, Angelica Liddell, Rim Battal e Marie Darrieussecq, além da estreia de um ciclo dedicado à dramaturgia e de um reforço significativo da oferta infantojuvenil, com 80 horas de atividades para os mais novos.
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, considerou a edição «um marco na qualidade, na internacionalização e na celebração da vida e obra de Inês Lourenço», classificando a feira como «um dos maiores pilares culturais» da cidade. A próxima edição está prevista para 2027.




