O presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, anunciou esta terça-feira que mais pessoas morreram devido a doenças relacionadas com o 11 de Setembro do que no próprio dia dos ataques. Esta revelação marca um momento significativo na discussão sobre os efeitos a longo prazo do terrorismo na cidade.
Mamdani revelou ainda que será criado um portal público com centenas de milhares de documentos relacionados com a qualidade do ar após os ataques. Este arquivo incluirá registos governamentais que durante anos permaneceram acessíveis apenas a especialistas e vítimas.
Entre os documentos que serão divulgados, encontram-se provas de que as autoridades municipais tinham conhecimento do ar tóxico na zona do chamado "Ground Zero". Isto significa que a cidade estava informada dos riscos para a saúde dos trabalhadores e residentes na área durante as operações de limpeza e reconstrução.
A decisão de tornar estes documentos públicos representa um passo importante para a transparência e para o reconhecimento das consequências sanitárias dos ataques de 2001. As famílias das vítimas e os sobreviventes têm vindo a lutar há décadas por reconhecimento e justiça relativamente aos problemas de saúde causados pela exposição às toxinas libertadas durante o colapso das torres gémeas.




