Enquanto milhões de brasileiros organizam suas carteiras de investimento por meio de aplicativos, famílias com patrimônio mais robusto seguem um caminho diferente. Cresce entre investidores de alta renda no Brasil a demanda por consultoria financeira personalizada, um tipo de acompanhamento que as plataformas automatizadas não conseguem oferecer. Esses investidores buscam monitoramento próximo, leitura de contexto e decisões que consideram a vida inteira do cliente, e não apenas o perfil de risco preenchido em um formulário.
A mudança no perfil desses investidores está diretamente ligada ao cenário econômico atual. Com a Selic em patamar elevado e os mercados globais reagindo a tensões geopolíticas, pessoas que levaram décadas para construir patrimônio perceberam que suas necessidades não cabem em um questionário padronizado de perfil de risco. A complexidade de seus ativos exige uma abordagem mais sofisticada.
A pergunta central desses investidores deixou de ser apenas onde aplicar o dinheiro. Passou a incluir questões como a proteção do patrimônio já construído e a forma de transmiti-lo para a próxima geração. Para isso, consideram estruturas como holdings e exposição internacional, instrumentos que exigem conhecimento técnico aprofundado e planejamento de longo prazo, características que os aplicativos de investimento tradicionais não oferecem.




