O presidente do Chega, André Ventura, anunciou esta terça-feira que o partido irá apresentar na próxima semana dois projetos de lei: um para descer o IVA nos combustíveis e outro para colocar o IVA a zero no cabaz alimentar. Esta declaração foi feita no final do debate da moção de censura que o Chega apresentou contra o Governo.
A moção de censura foi chumbada, o que levou os 60 deputados do Chega a levantarem-se na Sala do Plenário e a gritarem repetidamente "demissão" contra a manutenção de Luís Neves como ministro da Administração Interna. Os deputados bateram com as mãos nas bancadas durante os gritos.
Em resposta, os grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP levantaram-se para aplaudir de pé o Governo, enquanto nas bancadas à esquerda vários deputados começaram a abandonar os seus lugares. O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, interveio após cerca de meio minuto de gritos.
Aguiar-Branco explicou que não interrompeu a sessão de imediato porque o Chega queria mostrar que a democracia não funciona. O presidente considerou que o comportamento dos deputados do Chega "não dignifica o Parlamento" e afirmou que os cidadãos harán o seu juízo no próximo ato eleitoral.




