Pedreira de Tavira encerrada após tribunal considerar violados direitos dos moradoresFoto de ddzphoto no Pexels
OcorrênciasFaro

Pedreira de Tavira encerrada após tribunal considerar violados direitos dos moradores

Postal do Algarve8 de setembro de 2026 às 19:14

O Tribunal de Tavira ordenou o encerramento imediato e permanente da pedreira "Cerro do Meio", explorada pela empresa Miner Blanc, Lda., na União de Freguesias de Luz de Tavira e Santo Estêvão, no mesmo município. A decisão foi tomada na sequência de um processo especial de tutela da personalidade apresentado por um grupo de moradores que pediu o encerramento total da atividade da pedreira.

A exploração tinha estado suspensa desde 2013 e foi retomada em 2025 pela Miner Blanc. O reinício da atividade estava sujeito a vários condicionamentos, incluindo a rega dos caminhos de terra, a utilização de apenas uma britadeira e o recurso pontual a explosivos apenas mediante autorização prévia. Segundo o tribunal, esses pressupostos não foram cumpridos, não sendo possível compatibilizar os direitos ao descanso dos moradores com o direito da empresa à iniciativa privada.

O tribunal considerou que a atividade da pedreira violou gravemente os direitos de personalidade dos moradores, concretamente os direitos à saúde, ao repouso e a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado. A decisão condenou também a empresa a pagar 2.000 euros por cada dia de incumprimento. O tribunal deu ainda como provado que as vibrações e movimentações de terras podem danificar uma conduta essencial ao abastecimento de água no sotavento algarvio.

Entre os moradores afetados estava José Macário Correia, antigo presidente das câmaras de Tavira e Faro, que acolheu a decisão com satisfação. Segundo Macário Correia, 25 famílias viviam com pânico diário devido ao ruído e poeiras, sendo obrigadas a ter as janelas fechadas e convivendo com níveis elevados de poeira nas casas, árvores e exterior. O residente criticou ainda a postura da empresa, classificando-a como "profundamente agressiva" e sem qualquer respeito pelos tribunais e pelas pessoas que viviam na zona. A empresa não foi contactada para reaction.

Notícias relacionadas

Ocorrências

Golpe usa falso auxílio de R$ 1.050 para enganar vítimas

Cibercriminosos estão usando um benefício falso chamado Auxílio Reconstrução 2026, prometendo R$ 1.050, para aplicar golpes. A Kaspersky identificou três sites fraudulentos que imitam a identidade visual do portal oficial do governo. O golpe se aproveita do nome de um benefício real criado em 2024 para vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, que pagou R$ 5.100 em cota única. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional emitiu alerta oficial esclarecendo que não existe um novo Auxílio Reconstrução de R$ 1.050 e orientando a população a desconfiar de mensagens que prometem benefícios mediante acesso a links ou fornecimento de dados pessoais em páginas não oficiais.

extra08/09/26, 19:57
Incêndio em carro junto a prédio de dez andares faz quatro feridos em Rio de Mouro
Ocorrências

Incêndio em carro junto a prédio de dez andares faz quatro feridos em Rio de Mouro

Um incêndio deflagrou num veículo estacionado junto a um prédio de dez andares em Rio de Mouro, resultando em quatro feridos. Dois deles sofreram ferimentos por inalação de fumo e os outros dois apresentaram ferimentos por trauma. As autoridades foram acionadas para o local e os bombeiros combateram as chamas.

Correio da Manhã08/09/26, 19:51
Ocorrências

Caso de Olhão: GNR afastou atropelamento no caso dos polícias acusados de matar imigrante

Dois agentes da PSP de Olhão começaram a ser julgados no Tribunal de Faro por sequestro agravado e homicídio qualificado de um imigrante marroquino. A GNR afastou desde o início a hipótese de atropelamento, tendo alertado a Polícia Judiciária após peritos concluírem que as manchas de sangue no local não eram compatíveis com um acidente de viação. Os polícias negam responsabilidades, afirmando que transportaram os dois homens até Pechão de forma pacífica. O Ministério Público acusa os agentes de terem desferido várias pancadas na cabeça e face da vítima, que morreu cerca de 20 dias depois no Hospital de Faro devido a contusão encefálica. A investigação da PJ só terá começado dois meses após os factos.

Postal do Algarve08/09/26, 19:50
Polémica por la exclusión de varias trabajadoras de la Torre Eiffel durante la visita de un grupo de hindúes
Ocorrências

Polémica por la exclusión de varias trabajadoras de la Torre Eiffel durante la visita de un grupo de hindúes

A Torre Eiffel foi alvo de uma forte controvérsia após a organização do monumento aceitar uma petição para excluir trabalhadoras durante a visita privada de um grupo religioso hindú pertencente à organização BAPS, próxima do primeiro-ministro indio, Narendra Modi. A situação gerou indignação, especialmente considerando que o monumento está prestes a prestar homenagem a 72 mulheres cientistas cujos nomes serão gravados na fachada da torre, num gesto que contrastou ironicamente com o pedido de exclusão das funcionárias.

El Periódico Mediterráneo - General08/09/26, 19:46