A moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega foi rejeitada esta terça-feira no Parlamento português. A iniciativa do partido de André Ventura obteve 114 votos contra, 62 abstenções e 60 votos a favor, sendo que os únicos votos a favor vieram dos 60 deputados do Chega.
Os partidos que votaram contra a moção foram o PSD, o CDS-PP, a Iniciativa Liberal, o PAN e o Livre. Abstiveram-se o PS, o PCP, o Bloco de Esquerda e o JPP, permitindo assim a reprovação da moção.
O presidente do Chega recusou, à saída do hemiciclo, que o chumbo significasse que o Governo de Luís Montenegro ou o ministro da Administração Interna, Luís Neves, tivessem ficado legitimados, apelando à "ética" nas suas declarações aos jornalistas.
No discurso de encerramento, André Ventura criticou os partidos que se abstiveram ou votaram contra a moção, embora, segundo ele, esses partidos concordem que Luís Neves não deveria continuar no cargo. Ventura afirmou que os partidos e deputados têm de saber de que lado estão, considerando que o Chega "escolheu o lado certo desta história".




