A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, exigiu ação urgente à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo para resolver o problema do mau cheiro e das "nuvens" de moscas que afetam as populações de Castro Verde, Aljustrel e Mértola. A situação, que se arrasta desde 2025, é causada pela deposição de lamas em terrenos agrícolas utilizados como fertilizante.
Maria da Graça Carvalho verificou a situação no dia 4 de setembro durante a sua deslocação a Castro Verde para a inauguração do festival Castro Mineiro. Perante as queixas dos autarcas e da população, solicitou à APA e à CCDR do Alentejo informações sobre as ações já tomadas e as que serão promovidas para resolver o problema, dando um prazo de 10 dias para a entrega desses elementos.
A Câmara de Castro Verde já tinha apresentado uma exposição à CCDR do Alentejo onde afirma que a deposição de lamas tem causado "impactos negativos e inaceitáveis" no município, incluindo cheiro nauseabundo e nuvens de moscas que afetam habitações e unidades de alojamento turístico numa vasta área do conce lho. O presidente da autarquia, António José Brito, afirmou que o município não pode continuar a aceitar esta situação.
O problema também inclui a degradação de vias municipais, nomeadamente a Estrada Municipal EM 535, utilizada por veículos pesados que transportam as lamas para as explorações agrícolas. Segundo o autarca, uma ação de fiscalização conjunta da CCDR com o SEPNA da GNR de Almodôvar já foi realizada no local no final de agosto.




