O presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, anunciou esta terça-feira que mais pessoas morreram devido a doenças relacionadas com o 11 de Setembro do que no próprio dia dos ataques. Esta revelação marca um momento significativo na luta dos sobreviventes e famílias das vítimas pela verdade sobre os eventos que se seguiram à queda das Torres Gémeas.
Mamdani revelou ainda que serão disponibilizados ao público centenas de milhares de documentos através de um novo portal. Entre estes documentos encontram-se provas de que as autoridades municipais de Nova Iorque tinham conhecimento da presença de ar tóxico na zona do 'Ground Zero', o local onde se erguiam as Torres Gémeas.
Esta decisão surge na sequência de décadas de controvérsia sobre os riscos para a saúde enfrentados pelos trabalhadores de resgate, residentes e trabalhadores da zona baixa de Manhattan. Durante meses após os ataques, o ar na área foi descrito como seguro pelas autoridades, apesar das centenas de substâncias tóxicas libertadas pelo colapso dos edifícios.
A divulgação dos documentos representa uma vitória para os grupos de advocacy que há muito tempo exigem transparência sobre o que era conhecido internamente sobre os perigos da exposição prolongada ao ar contaminado na zona do desastre.




