O PCP exigiu esclarecimentos sobre a reorganização da Unidade de Oncologia do Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, considerando que as explicações da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo são "cada vez mais inconsistentes". O partido argumenta que, apesar de a administração ter negado qualquer redução de resposta aos doentes e anunciado a contratação de um novo oncologista para reforçar o serviço, o período de consultas assegurado pelo atual oncologista foi reduzido para cerca de metade da atividade que desenvolvia até agosto.
A ULS do Alto Alentejo rejeitou "qualquer interpretação" que aponte para uma diminuição da resposta aos utentes na Unidade de Oncologia, garantindo que o serviço vai ser reforçado. Segundo o conselho de administração, estão em preparação medidas para o "reforço e desenvolvimento" da unidade, incluindo o reforço de recursos humanos diferenciados e a melhoria das condições infraestruturais e organizacionais.
O PCP questionou as razões concretas que levaram à alteração do modelo existente, cujos resultados clínicos se encontravam "ao nível dos melhores do país", salientando que não existiam queixas relevantes e que centenas de cidadãos se mobilizaram espontaneamente em defesa do serviço. O partido denunciou ainda que o serviço de ortopedia continua sem conseguir assegurar regularmente a escala de urgência, funcionando apenas em parte dos dias da semana, enquanto a maternidade mantém constrangimentos que obrigam grávidas a serem encaminhadas para outras unidades hospitalares.
Também o PS questionou o Governo sobre as alterações na Unidade de Oncologia, através de uma pergunta subscrita por sete deputados socialistas, incluindo Luís Moreira Testa, dirigida à ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Os parlamentares manifestaram preocupação quanto aos eventuais impactos na capacidade instalada e na continuidade da resposta atualmente assegurada.




